Não voltei para Fortaleza com um desejo ardente de ser aprovado no ITA. Voltei para me livrar do IME. Esse era o objetivo claro.
Tinha 18 anos, 14 pessoas no quarto, filas no banho, prova de cálculo depois de desentupir privada de madrugada. Crescer dói. Na época eu só estava triste, indeciso e calado.
Recebi críticas bem fundamentadas. Com as variáveis daquele momento, abandonar o IME sem nada garantido parecia — e ainda parece — uma loucura.
Fui aprovado no ITA no fim daquele mesmo ano. Mas a confiança que ficou não veio da aprovação. Veio de ter sustentado uma decisão difícil e não ter deixado ela ser o meu fim.